quinta-feira, outubro 26, 2006

Estou aqui sentada...

Estou aqui sentada, à espera...
À espera de quê?
Ou de quem?

As areias do tempo escorrem lentamente por entre os meus dedos.
Abandonam os meus dias grão a grão...

Olho à minha volta e nada vejo.
A espera é cansativa, desanimadora, quase destruidora...

Não há doçura nesta espera.
Apenas frutos intragáveis de tão amargos que são...

Folheio as páginas do meu diário e cada página que passo está mais vazia...

Vejo a pauta da minha vida e os acordes são sempre os mesmos...

Tento ver as minhas fotografias para relembrar o passado,
Mas estão desfocadas...

Tento cheirar o perfume do meu riso,
Mas já não me cheira a nada...

Olho em frente...
Ainda há esperança...
E enquanto há esperança há vida...
E enquanto há vida há necessidade de felicidade...
Há sede de nova esperança...
Há ilusão de um futuro diferente...

O vento dos pensamentos volta mais uma página do meu diário...
Tenho uma esferográfica nova: um frágil sorriso.
QUERO e VOU aprender novamente a escrever nas linhas da minha vida...

20/09/06